segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Vinil, K7, CD ou MP3, não importa a forma, o que interessa é a música que o formato trás...

Hoje eu estava ouvindo o "...And justice for all" do Metallica e enquanto eu ouvia e cantava as musicas desse álbum clássico, eu me peguei pensando na nossa indústria fonográfica.

Desde que me decidi por seguir os caminhos do Heavy Metal sempre tive (e ainda tenho) vontade de manusear o vinil, o K7, o CD e seus respectivos encartes, ler as informações contidas sobre os músicos, as letras, artistas convidados e tudo que vem junto com a aquisição de um item original.

Muitos de vocês, assim como eu, mantiveram essa vontade de possuir, guardar e colecionar o material das nossas bandas preferidas ou aquele único álbum clássico que uma banda que desapareceu gravou. E talvez a parte mais importante seja exatamente a de querer colecionar e de ter orgulho de possuir um material que foi feito com capricho e esmero pela banda.

Muito se fala hoje em dia sobre pirataria, MP3, download de discografias inteiras, o fim do CD, o fim da indústria fonográfica, fechamento de sites de compartilhamento, enfim tudo que gira ao redor da musica e quase nada se fala sobre os rios de dinheiro que essa indústria gera para uns poucos sortudos (ia escrever afortunados, mas na verdade são sortudos que se tornam donos de grandes fortunas) que conseguem vencer todo o revés de ser artista neste nosso mundo atual.

Justamente esses rios de dinheiro que correm em mão única e que causam todo esse “frisson” em cima da indústria fonográfica, quem e louco de negar que gostaria de ter uma gotinha mínima vitalícia desse rio de dinheiro? Nem eu que sou bobo faria tal afirmação, e você?

Ao menor sinal de mudança, os “donos” da indústria fonográfica se desesperam e saem mandando a sua artilharia para cima do agente de mudança, claro, quem gostaria de perder essa boquinha?


Primeiro foram as fitas K7 que permitiam que as pessoas copiassem os discos de vinil sem ter que pagar, e isso seria péssimo para os negócios, afinal sem vendas não há lucro.

Depois foi o CD, que acabaria com o “ganha pão” dos empresários, pois produzir o CD era mais caro do que o vinil, até hoje se vende vinil e ganhou a companhia do CD, ganham em dois produtos. Depois foi o gravador de CD, que destruiria a indústria fonográfica, pois cada um poderia copiar livremente o CD que quisesse e de quem quisesse.

Em seguida veio o temido Napster que colocaria a pedra final na derrocada nas vendas de material fonográfico, nunca mais na existência da humanidade alguém compraria um CD, ou um vinil ou um K7.

Após o episódio “Napster” começaram a pipocar inúmeros sites e programas de troca de musica e este, segundo os empresários, seria o ponto final da indústria fonográfica.

E os resultados depois de todo o desespero dos empresários? Começaram a vender K7s originais, assim ninguém copiaria os vinis. Passaram a vender, além do vinil e dos K7s, os CDs. As pessoas que realmente curtem música baixam o CD, ouvem e depois ainda compram o CD. Alguns mais empolgados compram as edições especiais, materiais inéditos, versões diferentes, etc. A banda que encabeçou o episódio “Napster” passou a ser mundialmente famosa e vendeu mais alguns milhões de cópias de todos os álbuns subsequentes lançados nos anos seguintes.

Desde o episódio “Napster” para cá o que se tem observado é um festival de lançamentos de péssimo gosto, a valorização de artistas de talento duvidoso, músicas com mensagens com incitação ao crime (organizado ou não), músicas com depreciação da mulher, músicas com letras que pouco acrescentam para o crescimento e desenvolvimento pessoal, entre outras que nem vale mencionar aqui. E essa foi a resposta da indústria fonográfica para se “recuperar” das perdas nas vendas de material fonográfico.


A resposta dos artistas foi aumentar a quantidade de shows pelo mundo, as bandas que antes estavam acomodadas com o “circuitinho” habitual de turnês, foram obrigadas a procurar novas fronteiras, ou vocês realmente acharam que começamos a ter essa enxurrada de shows por aqui porque as bandas são legais e queriam muito tocar no Brasil?

Ao invés de começarem a valorizar a boa música e incentivar as bandas a comporem álbuns cada vez melhores a indústria fonográfica apostou na saída mais fácil, popularizou a música mais barata de ser produzida, digerida e que não trás qualquer talento agregado a ela, e que é tão descartável quanto uma fralda suja. E a propaganda em cima dela foi tão grande, que deu certo. Todo mundo vai aos shows desses “artistas”, querem ler fofocas sobre eles, ver fotos indecorosas deles, mas o mais importante que deveria ser a música ficou em segundo plano.

Eu realmente acredito que a indústria fonográfica recebeu um impacto com a pirataria, com as cópias caseiras de K7s e CDs, com o download de MP3 da internet, com os “torrents” que disponibilizam tudo o que se possa imaginar sobre todos os assuntos possíveis, inclusive música, mas também acredito que com esse investimento em “artistas” que nada acrescentam nas vidas dos fãs, ou que são totalmente descartáveis, faz com que com a vontade e orgulho de ter uma coleção de álbuns de artistas talentosíssimos e de mostrar essa coleção para outros seja nula, uma vez que tudo é descartável, uma coleção de itens destes “artistas” é comparável a juntar lixo na sua sala. Quem teria orgulho de colecionar e exibir qualquer item da Tati Quebra-barraco? Qualquer item de algum traficante que se transveste de artista para “cantar” e exaltar suas atividades criminosas aos quatro ventos? Qualquer item de qualquer “artista” que “canta” e exalta espancamentos de mulheres, atos sexuais com menores de idade e como ser bem sucedido “pegando as novinhas”?

Por outro lado colecionar itens de artistas realmente talentosos se tornaria (assim como se tornou entre os apreciadores de Heavy Metal) uma forma de incentivar a vontade de colecionar e motivo de orgulho ao exibirem os itens adquiridos a outros fãs. Para exemplificar meu ponto de vista, basta se lembrar de todas as reuniões de amigos, quando o assunto música é posto em pauta, sempre virão as exclamações de desespero como:

- Nossa olha a música que ouvíamos na época!
- Não deixem meus filhos saberem disso, hein!
- Como não tínhamos vergonha de dançar assim?
- Nossa como tínhamos coragem de nos vestirmos assim?

Agora chame seus amigos que curtem Heavy Metal e comecem a perguntar sobre as músicas que ouviam no passado, perceberá que a maioria deles não só ainda escutam essas músicas, como possuem os álbuns que contém as referidas músicas, e em alguns casos procuram por anos para adquirir determinados itens.

Acredito ser desnecessário exemplificar o meu ponto de vista aqui, mas para efeito de completar o texto, quantos de vocês leitores possuem o “Kill ‘Em all”, o “Ride The Lightning” e o “Master of Puppets” do Metallica, o “Painkiller”, o “British Steel” e o “Ram it Down” do Judas Priest, “Beneath The Remains” e o “Arise” do Sepultura, “Cowboys From Hell” e o “Vulgar Display of Power” do Pantera, “Show no Mercy”, “Hell Awaits” e o “Seasons in The Abyss” do Slayer, quantos de vocês leitores procuram pelo “Crimson Idol” do WASP, o “No Life 'til Leather” do Metallica, qualquer um dos álbuns do X-Wild?

Será que precisa ser gênio para perceber que, cedo ou tarde, investir no fútil, inútil e descartável provará ser um péssimo investimento?

Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dreadnox – Calabouço Rock Bar 18/08/2012

Foto: Victor Hugo Mesquita
Sábado, dia 18 de agosto, era dia de comparecer mais uma vez ao Calabouço Rock Bar, localizado na Tijuca - RJ. Pode-se dizer que o Calabouço é um dos poucos lugares, que ainda existem no Rio de Janeiro, dedicados totalmente ao Rock 'n Roll e suas vertentes.

A noite era de comemoração: 19 anos da banda Dreadnox. E para essa festa, a banda convocou alguns convidados especiais.

Por volta de meia noite o baixista Andre Montana comunica ao público presente que a banda exibirá um video contando um pouco de sua história.

O show foi divido em 2 partes: A primeira com as músicas do 1º álbum, "Divine Act". A 2ª com músicas do novo álbum "Dance Of Ignorance". Após o video, a banda abriu o show com "Loser".
O show seguiu com "Master Brain" com a participação do guitarrista Agulha (Adamantium).

"No time" e "Time Alone Will Tell" fecharam a primeira parte do show. Um intervalo nas músicas autorais e banda solta Sad But True do Metallica.
Foto: Victor Hugo Mesquita

Então inicia-se a segunda parte do show com "Echoes Of Midnight", "Miracle" e "Go On". Novamente um cover de Metallica, dessa vez é "Blackened".

A música título do novo álbum "Dance Of Ignorance" segue o show  e para terminar a segunda parte, vem a poderosíssima "Fight With The Light"! Para fechar com chave de ouro, a banda toca "Bark At The Moon" do lendário Ozzy Osbourne com a participação de Alex Dittert, irmão do guitarrista Kiko Dittert.


Depois disso foi só festa! Vieram os convidados especiais. Fabio Nunes, guitarrista da banda Lost Forever e Pacheco, ex-baixista da Dreadnox, juntaram-se a banda para tocar "Symphony Of Destruction" do Megadeth.

Após algumas outras músicas, vale destacar a nova formação da banda Tribuzy que foi ao palco para tocar "Beast In The Light" com a participação da vocalista Jessica da banda Athena, e o excelente cover de "Painkiller" do Judas Priest.

A noite não se encerrou por ai, ainda houve uma sequência de músicas. Com certeza mais um ótimo show da Dreadnox. Parabéns a banda pelos 19 anos e que venham mais 19 por aí, com muitos shows e muito sucesso.

Setlist

- Video Intro
- Loser
- Master Brain (participação do Agulha, guitarrista da Adamantium)
Foto: Victor Hugo Mesquita
- No Time
- Time Alone Will Tell (participação do nosso amigo Osório)
- Sad But True
- Echoes At Midnight
- Miracle
- Go On
- Blackened
- Dance Of Ignorance
- Fight With The Light
- Bark At The Moon (partipação de Alex Dittert, irmão do Kiko)
- Symphony Of Destruction (Dreadnox + Fabio Lost Forever + Pacheco ex-baixista do Dreadnox)
- You've Got Another Thing Comin' (Fast Uncle - featuring Dead Montana do Dreadnox e Vovô do SEVCIUC)
- Guilty Of Love (Fast Uncle - featuring Dead Montana do Dreadnox e Vovô do SEVCIUC)
- Sweet Child O' Mine (jam formada por integrantes do SEVCIUC, Adamantium e Hyde Park)
- If Looks Could Kill (jam formada por integrantes do SEVCIUC, Adamantium e Hyde Park)
- Beast In The Light (Tribuzy band com a participação da Jessica da banda Athena)
- Painkiller (Tribuzy band)
- Powerslave (Dreadnox + Syren)
- You Give Love A Bad Name (Hyde Park featuring Felipe Curi do Dreadnox e Thiago do Statik Majik)
- Born To Be My Baby (Hyde Park featuring Felipe Curi do Dreadnox e Thiago do Statik Majik)
- Diamonds And Rust (SEVCIUC + Statik Majik)

Um abraço,
Victor Hugo Mesquita

terça-feira, 17 de julho de 2012

Golpe de Estado – 13 de julho de 2012 (S. B. do Campo).

Foto: Paulo Márcio
Sexta feira 13, mês de julho, Dia Mundial do Rock, e uma grande oportunidade ‘pra conferir’ umas das mais relevantes bandas do rock and roll nacional.

Evento realizado no Teatro Lauro Gomes, no Rudge Ramos que fica em São Bernardo do Campo, ABC paulista, que diversas vezes acolheu a banda em seus quase 25 anos de estrada. A noite muito fria e principalmente, a falta de divulgação, fez com que o público fosse decepcionante, mas os fãs mais cativos e os que tiveram a sorte de saber do evento, puderam presenciar a uma ótima apresentação de Hélcio Aguirra (g) e Nelson Brito (bx), os dois que fazem parte do Golpe desde o primeiro álbum em 1986 e dos membros mais novos, Roby Pontes (bt) e Dino Linarti (v) que têm a complicada missão de ocupar os lugares que foram simplesmente de Paulo Zinner e Catalau.

Foi a primeira vez que eu pude acompanhar um show do Golpe com essa formação, mas não que eles não tenham dado oportunidades, pois estão tocando com boa freqüência desde o ano passado, aquecendo para uma tour que ira divulgar o novo álbum, que deve ser lançado no final de agosto e deverá se chamar “Direto do Front”.

Shows em teatros tem suas particularidades, como horário para começar e para terminar, você tem que permanecer sentado nas poltronas, mas oferecem boa acústica e excelente visualização do espetáculo. É meio estranho ver as pessoas sentadas aguardando o inicio e uma boa parte, acompanhou todo set sentados mesmo. Mas importante dizer que a educação predominou, e o bom senso dos administradores do local também, permitindo que nas laterais do Teatro, as pessoas que quiseram, puderam acompanhar em pé.
Com quinze minutos de atraso – o show estava marcado para as 21:00 - começam com as clássicas “Nem policia, nem bandido” e “Parte do inferno” e como já era esperado, os fãs cantaram com gosto as duas, que possuem letras muito conhecidas.

Foto: Paulo Márcio
 Dino tem presença de palco, é comunicativo e lembra um pouco o Catalau no jeito de cantar, o que não é nenhum demérito, muito pelo contrario. As musicas mais famosas e conhecidas do Golpe, foram eternizadas por Catalau. Seria difícil cantá-las de um modo diferente.

A próxima foi umas das que vão fazer parte do novo álbum, chamada de “Rockstar”, que esta perfeitamente dentro do padrão das composições da banda. Logo após tocá-la, o vocalista pergunta para a platéia se ela tinha agradado, e a resposta foi positiva, mas muitos outros clássicos ainda estavam por vir e ninguém, é claro, ficou decepcionado.

A poética “Paixão”, a sempre atual “Mal Social” e a super conhecida pelo pessoal das mais antigas, “Underground” fizeram com que algumas pessoas começassem à acompanhar o show da maneira mais entusiasmada e participativa.

“Caso sério”, sempre foi um capitulo a parte nos shows do Golpe, e os fãs presentes mostraram que conheciam muito bem a letra. Seguiram com “Olhos de guerra” e “Não é hora”. Repertório conhecido não é problema para eles, capacidade e talento muito menos. Hélcio continua como nos tempos do Harppia, seguro nas bases e solando como os grandes das seis cordas. Nelsão sempre mantendo o ritmo com precisão e como já disse antes, Dino mandando bem como frontman. Faltava o batera Roby mostrar sua técnica, e a oportunidade veio em um pesado solo.

Mais duas composições novas são apresentadas: “Feira do rato”, bem pesada e “Falo que não faço”, que tem uma letra bem irônica. Entre elas tocam a também clássica “Sem elas” que ao longo do show, tinha sido muito solicitada por alguns fãs, assim como “Filho de Deus” que encerra a apresentação.

Sem muito o que enrolar devido ao tempo já quase estourado, lembrando que o show teria que terminar por volta das 22h30, voltam rapidamente para um bis no espaçoso palco do Teatro Lauro Gomes, coroando o ótimo espetáculo com o hino “Noite de balada”, com todas as pessoas da platéia de pé e cantando. Assim terminava mais uma excelente apresentação do Golpe de Estado.

O grande senão mesmo foi o pequeno público, coisa chata, pois uma banda com tamanha importância merecia casa cheia. Claro, divulgação de um evento sempre se faz necessária, mas fica a dica para quem perdeu esse ou algum outro show. Acompanhem suas bandas preferidas, hoje é muito mais fácil. Eu mesmo fiquei sabendo desse show pela pagina do Golpe de Estado no Facebook. Outras oportunidades virão, afinal, o ABC paulista ao longo dos anos, sempre acolheu a banda com carinho.

Já são mais de dois anos com essa formação atual e um álbum - que será o oitavo na discografia da banda - com músicas inéditas saindo do forno. Condições que mostram que o grande Golpe de Estado tem tudo para continuar firme e forte na estrada, mostrando seu rock n’ roll de qualidade para os fãs e os apreciadores de boa música em geral.

Setlist:

01. Nem policia, nem bandido
02. Parte do inferno
03. Rockstar
04. Paixão
05. Mal social
06. Underground
07. Caso sério
08. Olhos de guerra
09. Não é hora/ solo de batera
10. Feira do rato
11. Sem elas
12. Falo o que não faço
13. Filho de Deus
14. Noite de balada

Abraço,
Paulo Márcio

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vakan - Freeze!

Escrever essa resenha me tomou mais tempo do que eu esperava levar para fazê-la, o motivo foi a minha preocupação em apresentar minhas impressões sobre o trabalho de uma banda iniciante, pois eu sei que a minha opinião pode pesar na decisão comprar ou não determinado produto, pelo menos acredito que isso ocorra.

Parte da demora em fazer essa resenha se deu pela "entrega" do material pela banda, cerca de 5 dias úteis para me enviar o EP, o que agradeço enormemente o crédito dado ao blog pela banda.

Outra parte da demora foi o meu processo de "escutar" o EP, cerca de duas semana (processo este que faço com todas as coisas que me predisponho a resenhar), afinal cada material precisa de minha total atenção, e em alguns casos atenção redobrada.

O mais demorado desta resenha, por volta de 2 meses (e peço desculpas aos integrantes da Vakan por esse fato), foi a minha dúvida em publicar ou não a resenha, pois sei como o público brasileiro é... digamos... "exigente" com as bandas nacionais, em especial com as novatas. Bom, mas tive tempo suficiente para refletir e acredito ser uma parte do processo de se ter um blog e se propor a resenhar materiais de bandas, sejam elas brasileiras ou não. Então vamos ao trabalho da Vakan.

A banda Vakan é formada por Lucas Oliveira na bateria, Guma Streb e Alexandre Marinho nas guitarras, Carlos L. Schimitt no baixo e Matheus Oliveira nos vocais. O EP de estréia desta banda do Rio Grande do Sul, tem 4 músicas resultando em 18 minutos de Heavy Metal. O trabalho gráfico do encarte é bem caprichado, vem com as letras, fotos dos integrantes, bem profissional, como se fosse um CD completo. Difícil de encontrar tanto capricho em um EP, até mesmo de bandas gringas.

Antes de continuar a resenha quero deixar claro que o que deixo registrado aqui nada mais é o que sinto ao ouvir o CD e o meu gosto pessoal, que me acompanha desde o dia em que eu nasci. Estou falando isso, para deixar registrado logo de cara que eu não gostei dos timbres de guitarra, mas isso é o meu gosto falando. Os timbres de guitarra que não me agradaram, não impedem a banda de continuar fazendo um Heavy Metal Bacana, e de muita qualidade.

Os vocais são legais, pelo simples fato de não serem "afetados" e nem terem a pretenção de serem os mais agudos do mundo, são bem colocados, balanceados entre partes agudas e partes mais graves, construindo melodias com variação, muito legal. A banda soa muito coesa e mesmo eu não curtindo os timbres de guitarra, há solos bem elaborados e que se encaixam como uma luva nas músicas.

Assim como acontece com qualquer banda, esse EP é uma parte do processo de amadurecimento da banda, acredito que a Vakan tem grande potencial e que muito em breve ouviremos falar da banda, espero ansioso pelo CD debut da banda para "ouvir" a evolução natural da banda.

Destaco a "Behind a Lie" e "Moving On" (que começa com um baixo levando a melodia, ficou bem legal), ambas tem riff legais e que acabam "grudando" na sua mente. Prestem atenção nessa banda.


Segue a relação das músicas:


01 - Behind a Lie
02 - According to You
03 - Curtain call
04 - Moving On


Obrigado
Mauro B. Fonseca

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Viper – Central Rock Bar (Santo André), 22 de junho de 2012

Foto: Paulo Márcio
Uma noite fria de inverno, típica do mês de junho. Se o tempo não ajudava muito, o público era muito bom e era visível a expectativa de todos que estavam na fila para entrar na casa.

Eu estava ansioso para ouvir novamente as músicas do "Theatre of Fate", um álbum que não ficou devendo nada para um lançamento estrangeiro. Seguramente um dos melhores de uma banda nacional de todos os tempos.

Após um LP de estréia promissor, "Soldiers of Sunrise", que chamou atenção de todos no cenário da musica pesada, era o momento perfeito para o Viper decolar de vez.

Abrindo ao som da instrumental "Illusions", emendando na rápida "At Least a Chance", entram no palco André Matos (V), Guilherme Martin (Bt), Pit Passarell (Bx), Yves Passarell (G) e Felipe Machado (G) em grande estilo.

Era o ultimo show da tour, e com muito entrosamento, energia e vibração, o Viper contagiou a todos. Quase todas as músicas foram cantadas em coro com a banda, com destaque para bela "Living For The Night", que foi um capitulo a parte. Inesquecível.

Naquele momento eu tinha certeza absoluta que estava diante de uma banda que, salvo algum problema de percurso, iria se tornar umas das melhores do mundo dentro do seu estilo. E acredito que as demais pessoas que estiveram no Dama Xoc, assim como eu, jamais se esqueceram daquela noite fria de 30 de junho de 1990.

Faltando apenas oito dias para completar vinte e dois anos daquele memorável show, o Viper com quase a mesma formação daquela noite, volta aos palcos, e o local escolhido foi o acanhado Central Rock Bar, no ABC.

Foto: Paulo Márcio

Hugo Mariutti substituiu Yves, que em virtude dos seus compromissos, só vai participar de alguns shows dessa reunião.

Muita coisa aconteceu em mais de duas décadas, mas fãs antigos – como eu – e mais novos, que nem estavam neste mundo quando o Viper se apresentou com sua formação clássica pela ultima vez, foram conferir. A proposta era tocar os dois primeiros álbuns na integra. A certeza era que o show teria bem mais de duas horas.

E com muita descontração e algumas mudanças na ordem exata das músicas em relação ao LP, tocam todo "Soldiers of Sunrise" na primeira parte da apresentação. Destaque para "Wings of the Evil" e "H.R.", na qual André perguntou aos presentes, se alguém sabia o significado dessa sigla, que dá nome à primeira composição da banda (para quem não sabe, o significado é Heavy Rock).

O clima de descontração, bem típico de shows em bares, transcorreu durante a noite toda. Fãs que estavam muito próximos ao palco, pediam algumas músicas, inclusive "Carry On" do Angra, mas André deixou bem claro que o que importava agora era o Viper. Algumas brincadeiras futebolísticas, interação com a platéia, coros de "olê, olê, olê, Viper"... e histórias do inicio do grupo. Muito legal. Mas o que realmente me chamou atenção foi o ótimo entrosamento dos músicos, apesar dos poucos ensaios e o tempão que não tocavam juntos.

Um breve intervalo foi programado antes da execução das músicas do "Theatre of Fate".

A banda saiu do palco e um vídeo de aproximadamente 15 minutos foi exibido no telão. Uma bela surpresa, com muitas imagens do final da década 80, dos primórdios do Viper, verdadeiros moleques na época. Depoimentos dos integrantes da formação clássica e de ex-integrantes também, contando um pouco sobre a banda. Além do famoso show no Colégio Rio Branco, mais conhecido como o show da tocha, que por pouco não terminou em um incêndio. Felizmente nada de grave aconteceu. Esse vídeo foi uma verdadeira viagem no tempo, que prendeu a atenção da platéia.

No meu caso foi saudosismo ao extremo, pois vivenciei muito bem aqueles dias, tornando essa noite para lá de especial.

Foto: Paulo Márcio
A banda retorna para tocar o magnífico "Theatre of Fate", mas o som, que já não estava cem por cento na primeira parte da apresentação, piora consideravelmente, com muitas microfonias. Uma pena. Mas eles seguem em frente com destaques absolutos para "At Least a Chance", "Cry From The Edge" e "Living For The Night", que como nos velhos tempos, foi cantada por todos os presentes.

Antes de "Moonlight", André lembra que se esqueceu de apresentar a banda no momento pré-combinado, e novamente num clima de muita descontração, convida a platéia para cantar novamente "Living For The Night", para que ele pudesse apresentar seus companheiros.

Para o bis, já por volta das 3h30 da madrugada, tocam a cover do Queen, "We Will Rock You", que era freqüente nas apresentações do Viper no final dos anos 80, seguida pela bela "Spreading Soul" e encerram com "Rebel Maniac" do álbum Evolution. Uma verdadeira maratona que exigiu fôlego e talento, recheada de músicas clássicas do Viper e que todos os presentes não irão esquecer tão cedo.

Também é importante dizer que antes do Viper se apresentar, duas bandas aqueceram a platéia. A estreante Demolition Inc., do ex-vocalista do Seventh Seal, Ricardo Peres, que fez um set curto mais competente e a banda do grande Mario Pastore, que como sempre esbanjou categoria. Sem duvida alguma, é um dos melhores vocalistas da atualidade no cenário nacional.

Foto: Paulo Márcio
Pastore também está iniciando a divulgação do seu novo álbum, "The End Of Our Flames" que está simplesmente matador. Vale muito a pena conferir o CD e a resenha feita pelo meu amigo das antigas, Márcio Rebelo, aqui para o blog.

Depois desta apresentação que deu inicio a essa nova fase do Viper, me lembrei muito daquele show que assisti no Dama Xoc, também em uma noite fria de junho, anos atrás.

Como disse anteriormente, naquela época, eu tinha certeza que estava diante de uma banda que tinha tudo para ser uma das melhores do mundo dentro da sua proposta. Hoje os tempos são outros, mas espero que não aconteça nenhum imprevisto que interrompa novamente o caminho desta formação clássica do grupo.

Que o Viper possa continuar fazendo excelentes shows, conquistando novos fãs, e quem sabe gravar um novo álbum com músicas inéditas, pois o lançamento de um "Ao vivo" é uma promessa que deve virar realidade muito breve.

Setlist:

 
- "Soldiers of Sunrise":

1. Knights of Destruction
2. Nightmares
3. The Whipper
4. Wings of the Evil
5. H.R.
6. Soldiers of Sunrise
7. Signs of the Night
8. Killera (Princess of Hell)
9. Law of the Sword

 
- "Theatre of Fate":
1. Illusions
2. At Least a Chance
3. To Live Again
4. A Cry from the Edge
5. Living for the Night
6. Prelude to Oblivion
7. Theatre of Fate
8. Moonlight


Encore:
- We Will Rock You (Cover do Queen)
- Spreading Soul
- Rebel Maniac

Abraço
Paulo Márcio

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Lançamentos de 2012 (por enquanto)...

Chegamos a metade do ano. Aqui vai uma pequena lista dos alguns lançamentos até agora. Bom dar um olhada pra saber se aquela banda q vc curte lançou algo:

Anneke Van Giersbergen - Everything Is Changing
Biohazard - Reborn In Defiance
Blind Guardian – Memories Of A Time To Come
Cadaveria - Horror Metal
Chickenfoot - Different Devil (Mini Album)
Dario Mollo & Tony Martin - The Third Cage
Eluveitie - Helvetios
Kee Marcello – Redux Europe
L’Âme Immortelle - Momente
Lacuna Coil - Dark Adrenaline
Lana Lane - El Dorado Hotel
Lillian Axe – XI The Days Before Tomorrow
Primal Fear - Unbreakable
UFO - Too Hot To Handle (The Very Best Of UFO)
Unisonic - Ignition (EP)
Van Halen - A Different Kind Of Truth
Alice Cooper - No More Mr. Nice Guy Live!
Autopsy - All Tomorrows Funerals
Bonfire - Fireworks Still Alive
Corrosion Of Conformity - Corrosion Of Conformity (2012)
Freedom Call – Land Of The Crimson Dawn
House Of Shakira - HoS
Rotting Christ - Early Days
Steve Hogarth & Richard Barbieri - Not The Weapon But The Hand
UFO - Seven Deadly
Vengeance - Crystal Eye
Xandria - Neverworld's End
Amberiam Dawn - Circus Black
Picture - Warhorse
Rage - 21
Tuff – What Comes Around Goes Around Again
Romeo's Daughter - Rapture
Angel Witch - As Above, So Below
Opera Diabolicus - 1614
JSS - Damage Control
Blaze - The King Of Metal
Adrenaline Mob - Omert
Donnie Vie - Wrapped Around My Middle Finger
Overkill - The Electric Age
Hollywood Burnouts - Excess All Areas
H.E.A.T - Address The Nation
Jack Blades - Rock 'n Roll Ride
Iron Maiden – En Vivo! [Live]
Axel Rudi Pell – Circle Of The Oath
Phenomena - Awakening
Pretty Maids - It Comes Alive
Accept - Stalingrad
Unisonic - S/T
Tommy Vitaly - Hanging Rock
Glenn Hughes – Live In Wolverhampton
Burzum - Umskiptar
Outloud - More Catastrophe (EP)
Mpire Of Evil – Hell To The Holy (Ex-membros do Venom)
Dragonforce - The Power Within
Scarlet Haze – One Bad Bitch
Atrocity - Die Gottlosen Jahre
Halestorm – The Strange Case Of…
John Wetton & Geoffrey Downes - Icon - Heat of the Rising Sun
Jeff Loomis - Plains of Oblivion
Exumer – Fire & Damnation
VA – Tommy Bolin and Friends – Great Gypsy Soul
Hydrogyn - Private Sessions
Running Wild - Shadowmaker
Savage – Sons Of Malice
Paradise Lost - Tragic Idol
Fair Warning - Best and More
Trans-Siberian Orchestra – Beethoven’s Last Night [The Complete Narrated]
Arjen Anthony Lucassen - Lost In The New Real
Joe Satriani – Satchurated – Live In Montreal
Cradle Of Filth – Midnight In The Labyrinth
Ignitor – Year Of The Metal Tiger
Tyketto - Dig In Deep
Trixter - New Audio Machine
Sabaton – Metalus Hammerus Rex [Compilation]
Crystal Viper - Crimen Excepta
C.T.P (Christian Tolle Project) – The Higher They Climb
Dark Tranquillity - Zero Distance (EP)
Emina – Take #1
Six Feet Under – Undead
Hardline - Danger Zone
Europe - Bag Of Bones
Prong - Carved into stone
Great White - Elation
Obus – De Madrid Al Infierno
Saxon - Heavy Metal Thunder Live Eagles Over Wacken
At Vance - Facing Your Enemy
L’Âme Immortelle – Fragmente
George Lynch – Legacy [EP]
U.D.O. - Celebrator
Dee Snider - Dee Does Broadway
Mortification – Scribe Of The Pentateuch [EP]
Trevor Rabin (ex-YES) – Jacaranda
Sonata Arctica - Stones Grow Her Name
Slash - Apocalyptic Love
White Skull – Under This Flag
Axxis – reDISCOver(ed)
Firewind - Few Against Many
The Cult - Choice of Weapon
Children Of Bodom - Holiday at Lake Bodom
Show-ya - GENUINE DIAMOND
Little Caesar – American Dream
Kill Devil Hill – Kill Devil Hill
Kreator - Phantom Antichrist
Marduk – Serpent Sermon
Delain - We are the Others
The Murder Of My Sweet - Bye Bye Lullaby
Sledge Leather – Imagine Me Alive
Malice - New Breed Of Godz
Fear Factory – The Industrialist
Ugly Kid Joe - Stairway to Hell EP
Driver - Countdown
Candlemass - Psalms For The Dead
Crucified Barbara - The Midnight Chase
Jorn (Jørn) – Bring Heavy Rock To The Land
Chris Robinson Brotherhood – Big Moon Ritual
The Agonist - Prisoners
Royal Hunt - Heart of the City [Compilation]
Jaded Heart - Common Destiny
L.A. Guns - Hollywood Forever
Rush - Clockwork Angels
Tank - War Nation
Mr.Big - Live from the Living Room
Krokus – Favorites
Holy Moses – 30th Anniversary – In The Power Of Now
ZZ Top – Texicali [EP]
Paradise Lost - Lost In Time
Sarah Jezebel Deva - Malediction [EP]
Ken Hensley - Love & Other Mysteries
ManowaR – The Lord Of Steel
Lita Ford - Living Like A Runaway
Gun - Break The Silence
Nile – At The Gates of Sethu
Talisman - I'll Be Waiting (EP)
Luca Turilli's Rhapsody - Ascending to Infinity
Butcher Babies – Butcher Babies [EP]
Herman Frank - Right In The Guts
Black Sabbath – Iron Man... The Best of Black Sabbath
Richie Sambora – Aftermath Of The Lowdown
Holyhell – Darkness Visible – The Warning [EP]
Havok – Point Of No Return [EP]
Abraços
Paulo Márcio

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Riot - Immortal Soul

Quando anunciaram o falecimento de Mark Reale, em janeiro deste ano, não associei seu nome ao Clássico gravado pelo Riot em 1988, Thundersteel. Talvez a associação não tenha acontecido por problemas inerentes a pessoas idosas e estressadas ou até mesmo por não ser um profundo conhecedor e fã do Riot.

Após quase cinco meses de sua passagem, estou eu na galeria trocando ideia com um amigo lojista, que me diz: "Você já pegou o Immortal Soul do Riot? Para mim é um dos melhores álbuns de 2011!". Bem, como o amigo já me indicou muita, mas muita, coisa boa e tamanha efusividade na recomendação, comprei o álbum na hora. Ainda bem!

A faixa de abertura, "Riot", começa com um riff de guitarra que remete à fase áurea do Helloween, pouco depois ganha peso e velocidade no melhor estilo Power Metal e em seguida entra a voz, MATADORA, do Tony Moore. Que música...que solo, só essa faixa já pagaria o CD, mas ainda temos mais 11 pauladas.

"Still Your Man", é apresentada pelo Bobby, que trás em sua bota o Mark, porém em uma música mais cadenciada, com o Tony mostrando o lado mais melódico de sua voz, com coros e backing vocal contagiantes, uma mistura de Hard Rock com Heavy Metal. Talvez uma boa referência em termos de música, para situa-lo, seja o Impellitteri.

"Crawling" vem na sequência (para este que vos escreve a melhor música do álbum), com um clima meio soturno, melodia que remete ao oriente, riff de guitarra distorcido e pesado, um jogo de vozes e backing vocal que enche a música de texturas, impossível não cantar junto:

"...I have been there once before,
But the band played out of tune,
And I did not have a word to tell a story,
'til you saved me with a love so rare
As water on the moon,
And I'm sorry, I'm sorry, so sorry..."

A próxima é a veloz e pesada "Wings Are For Angels", seguida da "Fall Before Me" também pesada, mas cheia de groove e acordes melódicos inseridos estrategicamente.

Ficar falando e detalhando faixa por faixa de um álbum é algo que torna uma resenha maçante, pelo menos para mim.

Afirmo que é indescritível, impossível mesmo, transformar em palavras o tesão que dá em ouvir cada uma das 12 faixas deste álbum. Seja pelos riffs de guitarra extremamente empolgantes, cativantes e contagiantes que o Mark Reale criou, pela pegada precisa do "octopus" Bobby Jarzombek em sua bateria ou pela interpretação, melodia e voz (maravilhosa) do Tony Moore. Outra tarefa impossível é definir o estilo da banda, que parece brincar com Hard Rock, Heavy Metal e Power Metal, numa baita simplicidade.

As faixas desde álbum são: 

01. Riot
02. Still Your Man
03. Crawling
04. Wings Are For Angels
05. Fall Before Me
06. Sins Of The Father
07. Majestica
08. Immortal Soul
09. Insanity
10. Whiskey Man
11. Believe
12. Echoes

Ah, não posso deixar de citar outra das músicas grudentas em que tanto a melodia, riffs e o refrão martelam na sua cabeça por horas, dias se bobear:

"...Insanity, return to me,
I'm living in a fever dream.
I burn for you, you scream for me,
There's no one else i'd rather be right now..."

Pena que o Mark Reale nos deixou, porém, ainda bem que deixou este último registro: CLÁSSICO!

Se você não ouviu, a audição e aquisição são obrigatórias. Tenho certeza de que você não se arrependerá!

Muito Obrigado
Abraço
Márcio Rebelo