domingo, 30 de setembro de 2012

Divulgue sua banda...

As bandas que quiserem mandar suas agendas de shows para serem divulgadas aqui no blog True Metal Brazil, podem mandar as informações para truemetalbrazil@gmail.com.

Podem enviar também links de divulgação, download de músicas e sites oficiais...

Divirtam-se...

The band who want to send your scheduled shows to be published here on blog True Metal Brazil, can send the informations to truemetalbrazil@gmail.com.

You can also send links to download music and official websites...
Have fun...

Equipe True Metal Brazil

sábado, 29 de setembro de 2012

Metalmorphose, Stress e Centúrias em São Paulo

As bandas Metalmorphose, Stress e Centúrias se apresentarão no dia 7 de outubro (domingo) no Manifesto Bar, em São Paulo (SP). A aliança entre as bandas visa a celebração dos pioneiros da cena nacional, com o lançamento do novo disco do Metalmorphose, a marca de trinta anos do lançamento do primeiro álbum dos paraenses do Stress, e o retorno do Centúrias à ativa.

Os ingressos para o evento estão à venda através da Ticket Brasil.

Serviço:
Metalmorphose, Stress e Centúrias
Data: domingo, 7 de outubro
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Abertura da casa: 18h
Entrada: R$ 20
Pontos de venda: Manifesto Bar e pela Internet através da Ticket Brasil
Cartões: Visa, Mastercard e Dinners
Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop
Censura: 16 anos
Estacionamento: Vallet service (com seguro) na porta - R$15
Acesso a deficientes / ar condicionado

Sites relacionados:
Manifesto Bar
Metalmorphose
Centúrias
Stress

Hangar - Procura novo vocalista

Acabamos de receber a notícia de que a banda Hangar está a procura de um novo vocalista. Nando Mello publicou em sua página do Facebook a nota abaixo, então se você é vocalista e quer entrar para a banda, leia, siga as instruções e boa sorte.

Equipe True Metal Brazil


"Hangar seleciona novo vocalista para estreiar no Hangar Day!

Você está interessado em participar da audição para novo vocalista da banda Hangar? Então siga as instruções abaixo:
 
A gravação (em vídeo) das músicas "The Reason of Your Conviction" e "Time to Forget" são obrigatórias.
 
Escolha mais duas músicas entre "Haunted by your Ghost", "The Infallible Emperor (1956)" e "Call me in the Name of Death". 
 
Envie os links do YouTube (PRIVADOS) para o e-mail vocal@hangar.mus.br, junto com uma biografia resumida e 3 fotos.
 
NÃO SERÃO FORNECIDOS OS PLAY ALONGS DAS MÚSICAS. OS LINKS ABERTOS AO PÚBLICO SERÃO AUTOMATICAMENTE DESCLASSIFICADOS!

BOA SORTE!
HANGAR"

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Paradise Lost - Tragic Idol

Eu já havia ouvido falar desta banda Paradise Lost, mas quando fui escrever a postagem sobre o documentário da HBO sobre a prisão preconceituosa e discriminatória dos 3 jovens acusados de matarem em rituais satânicos 3 crianças de 8 anos, cujo título original é Paradise Lost, eu ví tantas referências à banda Paradise Lost, que fiquei curioso sobre a qualidade e o tipo de som que ela faz.

Eu já tinha uma idéia de que ela segue o lado mais soturno do Metal, e no mesmo período um amigo me mostrou uma música deste CD (confesso que não lembro qual foi), e eu gostei. Juntando a minha curiosidade com a lembrança da música que ele me mostrou, fui buscar informações sobre a banda, o que foi relativamente fácil de encontrar. Me deparei com este álbum.

Nunca havia ouvido com atenção Paradise Lost, foi um choque de mundos para mim. Não porque a banda é soturna, eu curto algumas bandas nesse segmento, mas não achei que seria fisgado por esse CD. Foi muito difícil escutar o CD na hora o almoço e não sair batendo cabeça como louco, muito dificil escutar o CD pedalando e não poder bater cabeça, enfim, se for escutar esse CD tenha a certeza absoluta de ouví-lo em um local onde possa bater cabeça como um louco, e você vai fazê-lo garanto.


O álbum é uma mistura, uma mistura que deu certíssimo diga-se de passagem, há músicas pesadas e soturnas, melancólicas, cadenciadas e densas, o que faz o álbum seja bem fácil de ser ouvido e digerido.

Um fato que me chamou atenção é a grande variedade de riffs que se pode encontrar neste CD, cada música que termina já deixa imediatamente a vontade de ouví-la de novo e cada música que começa vai, com certeza, grudar na sua cabeça. Não é só a grande quantidade de riffs que garante o sucesso deste álbum, mas a excelente qualidade dos músicos que compõem a banda.

Normalmente eu não faço e não gosto de dar destaque para determinadas músicas de um álbum, mas neste caso me senti na obrigação de prestigiar essas maravilhosas músicas, então aí vão os destaques para as distintas "Solitary One", "Fear of Impending Hell", "Honesty In Death" e "Worth Fighting For", não significando que o restante do álbum seja menos empolgante e de extrema qualidade, muito pelo contrário. Eu diria que é um CD Matador.

Segue a relação de faixas do álbum:




01 - Solitary One
02 - Crucify
03 - Fear of Impending Hell
04 - Honesty In Death
05 - Theories From Another World
06 - In This We Dwell
07 - To The Darkness
08 - Tragic Idol
09 - Worth Fighting For
10 - The Glorious End
 

Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Setembro Negro Festival - AUTOPSY, GORGOROTH, KEEP OF KALESSIN, CAUTERIZATION

O já tradicional Festival organizado pela Tumba Recs. chega a sua décima edição. O cast até certo ponto foi eclético com os paulistas de Pres. Prudente do Cauterization e seu metal extremo; duas bandas da gélida Noruega: Keep of Kalessin com seu Metal Epic Extreme (esses rótulos cada vez ficam mais complexos, rs) e Gorgoroth, representante do mais puro Black Metal; e fechando a noite, o Autopsy com seu clássico Death Metal, que teve seu auge na primeira metade dos anos 90.

Quatro bandas não é pouca coisa não e todos nós sabemos como funcionam as coisas no Carioca Clube, o que obrigou a organização a começar os shows bem cedo.
 

Pontualmente as 16:30 – o horário previsto – o Cauterization entra no palco para um set de 30 minutos bem brutal e pesado. De longe o destaque da banda é Maysa Rodrigues (V/G) com seu vocal gutural e ‘palhetadas’ certeiras. Nesse estilo não tem meio termo, ou você gosta ou acha que esta tudo embolando. No meu caso, eu gosto, mas o som estava um pouco embolado. Não é nada fácil abrir um festival de musica extrema, e banda de abertura sofre em qualquer do mundo. Mas eles apesar desse problema, mandaram muito bem, além de terem sidos recebidos pelo público que estava entrando na casa com entusiasmo. Destaque para a versão “Night’s Blood”, do grande Dissection, mas é preciso registrar que as composições próprias apresentadas foram muito interessantes também. Boa sorte para eles. 

Pequeno intervalo e o Keep of Kalessin invade o palco e posso dizer que fiquei surpreso. Confesso que conhecia muito pouco dessa banda, mas quando foram confirmados, corri atrás para não assistir no escuro. Não esperava muita coisa após ouvir boa parte do material deles, mas no show a conversa foi outra.
 

Energia, presença de palco, e carisma que sobraram, principalmente, por parte do vocalista Thebon e do baixista super gente boa, Wizziac. Ao vivo as musicas funcionam muito bem, tocaram por mais ou menos uma hora. Mas um set um pouco mais curto seria perfeito, pois nem todos os presentes conheciam bem o repertório deles e no final uma parte estava dispersa. Porém, o saldo foi altamente positivo.Novo intervalo e não demorou muito para os ‘demônios’ do Gorgoroth entrarem em cena. Nenhuma produção de palco, apenas um pano com o logo da banda ao fundo. Se você já viu algum vídeo deles, certamente ficaria decepcionado. Nada de pessoas nas cruzes, nada de cabeças de bode, nada de cercas de estacas... “apenas” a banda, suas maquiagens e som... MUITO som.
 
Esse “apenas” foi o suficiente para ser um dos melhores shows da noite. Havia fãs preocupados a respeito de como Hoest iria substituir o antigo vocalista, Pest, que pouco antes do grupo embarcar pra America do Sul, levou uma bela justa causa por, digamos, “não estar muito a fim de vir aqui nos visitar”. Mas parecia que Hoest estava no Gorgoroth a anos, e não houve problema algum nesse aspecto. Bem pelo contrario.

O setlist contou com varias musicas bem conhecidas da discografia deles, sendo todas muito bem executadas. Precisão foi uma marca, e o brazuca da banda, Fábio Zperandio, ex-Ophiolatry, mandou muito bem na guitarra, alternando bases bem pesadas e solos com o dono do Gorgoroth, Infernus.

Em sua característica habitual, Infernus se manteve concentrado nos seus rifes, sem sair do seu lado do palco, coisa que não fez diferença alguma. Ele é muito técnico e chama atenção mesmo sem ficar se movimentando pra todo lado. Porém o volume de sua guitarra poderia estar um pouco mais alto, visto que é ele quem comanda todas as passagens e mudanças rítmicas.
 
Como disse a pouco, não tivemos “aquela” produção de palco, mas musicalmente foi um grande show.

Eu na condição de fã do grande Death Metal dos anos 90, estava bem ansioso pelo próximo show. Afinal, é um estilo que marcou época com nomes como Entombed, Morbid Angel e Benediction.

E não me decepcionei. Pouco mais de trinta minutos após a ótima apresentação do Gorgoroth, o furacão Autopsy – um digno represente da safra mais pesada e técnica dentro do estilo - entra com tudo ao som de “Charred Remains”, um verdadeiro tijolo. Chris Reifert destrói sua batera e grita como um insano nos vocais, enquanto Danny Coralles e Eric Cutler castigavam suas guitarras numa velocidade brutal. E nada de desmerecer Joe Trevisano e sua cadencia rápida no baixo. É isso, banda ‘velha’ é outro papo, os caras sabem o que fazem, tem repertorio de sobra e tocam pra caramba. Não tem espaço para erros.
 

Destaque absoluto para Cris – afinal um batera que participou do clássico álbum “Scream Bloody Gore” do DEATH, merece todo o respeito do mundo. O moço tem a mão muito pesada. Encerraram a noite - e o Festival - tocando a paulada “Critical Madness” e com o público pra lá de satisfeito.

Deixo os parabéns pro pessoal da Tumba Recs. pelo ótimo evento, bem organizado, dentro dos horários previstos e com bandas de qualidade e que nitidamente, estavam curtindo estar lá também. Respeito ao fã de Metal extremo é isso.
Até a décima primeira edição no ano que vem.

Setlists:

Cauterization:

Males Infestus
Belial’s Cataclism
Night’s Blood (cover Dissection)
Nasu
Infernal Battlefield

Keep of Kalessin:

Kolossus
Judgement
Against the Gods
Warmonger
Dragon Iconography
Dark as Moonless Night
Armada, The Awaking
The Devine Land
The Wealth of Darkness
Ascendant

Gorgoroth:

Bergtrollets Hevn
Aneuthanasia
Prayer
Katharinas bortgang
Revelation of doom
Forces of satan
The rite of infernal invocation
Odeleggelse og/Blood stains circle
Destroyer/Incipit satan
Krig, profetens apenbaring
Unchain my heart

Autopsy:

Charred Remains
In the Grip of Winter
Severed Survival
Pagan Savior
Embalmed, Dead
Voices, Slaughterday
Seeds Of The Doomed
Mauled to death
Gasping for Air
Ridden with Disease
Twisted Mass of Burnt Decay
Critical Madness


Abraço
Paulo Márcio

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Alestorm - Back Through Time

Já que estamos falando do Alestorm, que chamei aqui "carinhosamente" de banda de Heavy Metal pirata, porque não resenhar toda a discografia oficial da banda, não é mesmo? Principalmente por que até o momento a banda tem apenas 3 álbuns lançados, "Capitain Morgan's Revenge" e "Black Sails at Midnight", que já foram resenhados no blog, e "Back Through Time" que comento a seguir.

O CD apresenta clara evolução em relação aos anteriores. E começa com "Back Through Time", a faixa título, uma pedrada na cara. Guitarras cavalgadas, vocais agressivos, bateria marcadona e rápida, todos os ingredientes para se fazer Heavy Metal de qualidade e é seguida pela "Shipwrecked", que também não deixa a peteca cair.


Na música "The Sunk'n Norwegian" é possível reconhecer os elementos que me fizeram chamar essa banda de "Piratas do Metal", mas as levadas pesadonas das guitarras e os bumbos duplos (característicos de toda música de Heavy Metal pesada e rápida) do início ao fim da faixa, nos brindam com mais esse petardo.

A "Midget Saw" nos trás à mente uma lembrança de Running Wild, pelas levadas de guitarra e Grave Digger pelo vocal, e a velocidade e o peso ainda não diminuiram neste CD. "Buckfast Powersmash" trás elementos de estilos mais agressivos do Heavy Metal, mas mistura-os a melodias "alegrinhas".

O início da "Scraping the Barrel" reduz um pouco a velocidade das músicas, e o vocal característico dos CDs anteriores se revela, com uma bela melodia e os vocais em coro no refrão. (A letra tem claras referências ao Running Wild)!

"Rum" trás a bateria mais direta e as cavalgadas características de Power Metal se revelam, e a letra é bem típica da temática da banda RUM.

"Swashbuckled" outra faixa tipicamente Power Metal, com cavalgadas de guitarra, bateria direta e simples e os vocais característicos do Alestorm, com direito a corais nos refrões.

"Rumpelkombo" 7 segundos de um grito.

"Barrett's Privateers" outra faixa típica do Alestorm, apesar de ser um cover, com vocais rasgados e elementos de música escocesa, com o bônus de um solo fantástico.

"Death Throes of the Terrorsquid" mais Power Metal para os nossos ouvidos, menos veloz e mais cadenciado, no final há claras referências a bandas mais extremas, com os vocais no melhor estilo "Children of Bodom".

"I Am A Cider Drinker" elementos de música escocesa, misturados a guitarras e vocais poderosos e melodias "alegrinhas". E para fechar o CD "You Are A Pirate" música típica dos "Piratas do Metal", inclusive a letra trás a temática principal da banda, Piratas.

Com apoximadamente 50 minutos de um poderoso Heavy Metal Pirata o CD é um verdadeiro deleite, que os apreciadores do estilo irão adorar, bom pelo menos eu gostei bastante e diria que é um CD Honesto e que vale a pena ao menos dar uma chance aos seus ouvidos.

Segue a relação de faixas do CD:

01. Back Through Time
02. Shipwrecked
03. The Sunk'n Norwegian
04. Midget Saw
05. Buckfast Powersmash
06. Scraping the Barrel
07. Rum
08. Swashbuckled
09. Rumpelkombo
10. Barrett's Privateers (Stan Rogers cover)
11. Death Throes of the Terrorsquid

12. I Am A Cider Drinker (faixa bônus)
13. You Are A Pirate (faixa bônus)

Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Vinil, K7, CD ou MP3, não importa a forma, o que interessa é a música que o formato trás...

Hoje eu estava ouvindo o "...And justice for all" do Metallica e enquanto eu ouvia e cantava as musicas deste álbum clássico, eu me peguei pensando na nossa indústria fonográfica.

Desde que me decidi por seguir os caminhos do Heavy Metal sempre tive (e ainda tenho) vontade de manusear o vinil, o K7, o CD e seus respectivos encartes, ler as informações contidas sobre os músicos, as letras, artistas convidados e tudo que vem junto com a aquisição de um item original.

Muitos de vocês, assim como eu, mantiveram essa vontade de possuir, guardar e colecionar o material das nossas bandas preferidas ou aquele único álbum clássico que uma banda que desapareceu gravou. E talvez a parte mais importante seja exatamente a de querer colecionar e de ter orgulho de possuir um material que foi feito com capricho e esmero pela banda.

Muito se fala hoje em dia sobre pirataria, MP3, download de discografias inteiras, o fim do CD, o fim da indústria fonográfica, fechamento de sites de compartilhamento, enfim tudo que gira ao redor da musica e quase nada se fala sobre os rios de dinheiro que essa indústria gera para uns poucos sortudos (ia escrever afortunados, mas na verdade são sortudos que se tornam donos de grandes fortunas) que conseguem vencer todo o revés de ser artista neste nosso mundo atual.

Justamente esses rios de dinheiro que correm em mão única e que causam todo esse “frisson” em cima da indústria fonográfica, quem e louco de negar que gostaria de ter uma gotinha mínima vitalícia desse rio de dinheiro? Nem eu que sou bobo faria tal afirmação, e você?

Ao menor sinal de mudança, os “donos” da indústria fonográfica se desesperam e saem mandando a sua artilharia para cima do agente de mudança, claro, quem gostaria de perder essa boquinha?


Primeiro foram as fitas K7 que permitiam que as pessoas copiassem os discos de vinil sem ter que pagar, e isso seria péssimo para os negócios, afinal sem vendas não há lucro.

Depois foi o CD, que acabaria com o “ganha pão” dos empresários, pois produzir o CD era mais caro do que o vinil, até hoje se vende vinil e ganhou a companhia do CD, ganham em dois produtos. Depois foi o gravador de CD, que destruiria a indústria fonográfica, pois cada um poderia copiar livremente o CD que quisesse e de quem quisesse.

Em seguida veio o temido Napster que colocaria a pedra final na derrocada nas vendas de material fonográfico, nunca mais na existência da humanidade alguém compraria um CD, ou um vinil ou um K7.

Após o episódio “Napster” começaram a pipocar inúmeros sites e programas de troca de musica e este, segundo os empresários, seria o ponto final da indústria fonográfica.

E os resultados depois de todo o desespero dos empresários? Começaram a vender K7s originais, assim ninguém copiaria os vinis. Passaram a vender, além do vinil e dos K7s, os CDs. As pessoas que realmente curtem música baixam o CD, ouvem e depois ainda compram o CD. Alguns mais empolgados compram as edições especiais, materiais inéditos, versões diferentes, etc. A banda que encabeçou o episódio “Napster” passou a ser mundialmente famosa e vendeu mais alguns milhões de cópias de todos os álbuns subsequentes lançados nos anos seguintes.

Desde o episódio “Napster” para cá o que se tem observado é um festival de lançamentos de péssimo gosto, a valorização de artistas de talento duvidoso, músicas com mensagens com incitação ao crime (organizado ou não), músicas com depreciação da mulher, músicas com letras que pouco acrescentam para o crescimento e desenvolvimento pessoal, entre outras que nem vale mencionar aqui. E essa foi a resposta da indústria fonográfica para se “recuperar” das perdas nas vendas de material fonográfico.


A resposta dos artistas foi aumentar a quantidade de shows pelo mundo, as bandas que antes estavam acomodadas com o “circuitinho” habitual de turnês, foram obrigadas a procurar novas fronteiras, ou vocês realmente acharam que começamos a ter essa enxurrada de shows por aqui porque as bandas são legais e queriam muito tocar no Brasil?

Ao invés de começarem a valorizar a boa música e incentivar as bandas a comporem álbuns cada vez melhores a indústria fonográfica apostou na saída mais fácil, popularizou a música mais barata de ser produzida, digerida e que não trás qualquer talento agregado a ela, e que é tão descartável quanto uma fralda suja. E a propaganda em cima dela foi tão grande, que deu certo. Todo mundo vai aos shows desses “artistas”, querem ler fofocas sobre eles, ver fotos indecorosas deles, mas o mais importante que deveria ser a música ficou em segundo plano.

Eu realmente acredito que a indústria fonográfica recebeu um impacto com a pirataria, com as cópias caseiras de K7s e CDs, com o download de MP3 da internet, com os “torrents” que disponibilizam tudo o que se possa imaginar sobre todos os assuntos possíveis, inclusive música, mas também acredito que com esse investimento em “artistas” que nada acrescentam nas vidas dos fãs, ou que são totalmente descartáveis, faz com que com a vontade e orgulho de ter uma coleção de álbuns de artistas talentosíssimos e de mostrar essa coleção para outros seja nula, uma vez que tudo é descartável, uma coleção de itens destes “artistas” é comparável a juntar lixo na sua sala. Quem teria orgulho de colecionar e exibir qualquer item da Tati Quebra-barraco? Qualquer item de algum traficante que se transveste de artista para “cantar” e exaltar suas atividades criminosas aos quatro ventos? Qualquer item de qualquer “artista” que “canta” e exalta espancamentos de mulheres, atos sexuais com menores de idade e como ser bem sucedido “pegando as novinhas”?

Por outro lado colecionar itens de artistas realmente talentosos se tornaria (assim como se tornou entre os apreciadores de Heavy Metal) uma forma de incentivar a vontade de colecionar e motivo de orgulho ao exibirem os itens adquiridos a outros fãs. Para exemplificar meu ponto de vista, basta se lembrar de todas as reuniões de amigos, quando o assunto música é posto em pauta, sempre virão as exclamações de desespero como:

- Nossa olha a música que ouvíamos na época!
- Não deixem meus filhos saberem disso, hein!
- Como não tínhamos vergonha de dançar assim?
- Nossa como tínhamos coragem de nos vestirmos assim?

Agora chame seus amigos que curtem Heavy Metal e comecem a perguntar sobre as músicas que ouviam no passado, perceberá que a maioria deles não só ainda escutam essas músicas, como possuem os álbuns que contém as referidas músicas, e em alguns casos procuram por anos para adquirir determinados itens.

Acredito ser desnecessário exemplificar o meu ponto de vista aqui, mas para efeito de completar o texto, quantos de vocês leitores possuem o “Kill ‘Em all”, o “Ride The Lightning” e o “Master of Puppets” do Metallica, o “Painkiller”, o “British Steel” e o “Ram it Down” do Judas Priest, “Beneath The Remains” e o “Arise” do Sepultura, “Cowboys From Hell” e o “Vulgar Display of Power” do Pantera, “Show no Mercy”, “Hell Awaits” e o “Seasons in The Abyss” do Slayer, quantos de vocês leitores procuram pelo “Crimson Idol” do WASP, o “No Life 'til Leather” do Metallica, qualquer um dos álbuns do X-Wild?

Será que precisa ser gênio para perceber que, cedo ou tarde, investir no fútil, inútil e descartável provará ser um péssimo investimento?

Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dreadnox – Calabouço Rock Bar 18/08/2012

Foto: Victor Hugo Mesquita
Sábado, dia 18 de agosto, era dia de comparecer mais uma vez ao Calabouço Rock Bar, localizado na Tijuca - RJ. Pode-se dizer que o Calabouço é um dos poucos lugares, que ainda existem no Rio de Janeiro, dedicados totalmente ao Rock 'n Roll e suas vertentes.

A noite era de comemoração: 19 anos da banda Dreadnox. E para essa festa, a banda convocou alguns convidados especiais.

Por volta de meia noite o baixista Andre Montana comunica ao público presente que a banda exibirá um video contando um pouco de sua história.

O show foi divido em 2 partes: A primeira com as músicas do 1º álbum, "Divine Act". A 2ª com músicas do novo álbum "Dance Of Ignorance". Após o video, a banda abriu o show com "Loser".
O show seguiu com "Master Brain" com a participação do guitarrista Agulha (Adamantium).

"No time" e "Time Alone Will Tell" fecharam a primeira parte do show. Um intervalo nas músicas autorais e banda solta Sad But True do Metallica.
Foto: Victor Hugo Mesquita

Então inicia-se a segunda parte do show com "Echoes Of Midnight", "Miracle" e "Go On". Novamente um cover de Metallica, dessa vez é "Blackened".

A música título do novo álbum "Dance Of Ignorance" segue o show  e para terminar a segunda parte, vem a poderosíssima "Fight With The Light"! Para fechar com chave de ouro, a banda toca "Bark At The Moon" do lendário Ozzy Osbourne com a participação de Alex Dittert, irmão do guitarrista Kiko Dittert.


Depois disso foi só festa! Vieram os convidados especiais. Fabio Nunes, guitarrista da banda Lost Forever e Pacheco, ex-baixista da Dreadnox, juntaram-se a banda para tocar "Symphony Of Destruction" do Megadeth.

Após algumas outras músicas, vale destacar a nova formação da banda Tribuzy que foi ao palco para tocar "Beast In The Light" com a participação da vocalista Jessica da banda Athena, e o excelente cover de "Painkiller" do Judas Priest.

A noite não se encerrou por ai, ainda houve uma sequência de músicas. Com certeza mais um ótimo show da Dreadnox. Parabéns a banda pelos 19 anos e que venham mais 19 por aí, com muitos shows e muito sucesso.

Setlist

- Video Intro
- Loser
- Master Brain (participação do Agulha, guitarrista da Adamantium)
Foto: Victor Hugo Mesquita
- No Time
- Time Alone Will Tell (participação do nosso amigo Osório)
- Sad But True
- Echoes At Midnight
- Miracle
- Go On
- Blackened
- Dance Of Ignorance
- Fight With The Light
- Bark At The Moon (partipação de Alex Dittert, irmão do Kiko)
- Symphony Of Destruction (Dreadnox + Fabio Lost Forever + Pacheco ex-baixista do Dreadnox)
- You've Got Another Thing Comin' (Fast Uncle - featuring Dead Montana do Dreadnox e Vovô do SEVCIUC)
- Guilty Of Love (Fast Uncle - featuring Dead Montana do Dreadnox e Vovô do SEVCIUC)
- Sweet Child O' Mine (jam formada por integrantes do SEVCIUC, Adamantium e Hyde Park)
- If Looks Could Kill (jam formada por integrantes do SEVCIUC, Adamantium e Hyde Park)
- Beast In The Light (Tribuzy band com a participação da Jessica da banda Athena)
- Painkiller (Tribuzy band)
- Powerslave (Dreadnox + Syren)
- You Give Love A Bad Name (Hyde Park featuring Felipe Curi do Dreadnox e Thiago do Statik Majik)
- Born To Be My Baby (Hyde Park featuring Felipe Curi do Dreadnox e Thiago do Statik Majik)
- Diamonds And Rust (SEVCIUC + Statik Majik)

Um abraço,
Victor Hugo Mesquita