quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

EP - House of Bones

Em um mês que falamos tanto de Hangar e House of Bones, lá vamos nós de novo falar sobre o House of Bones, do interior de São Paulo.

Em janeiro deste ano recebi um link do Rodrigo Carmo, para 3 novas músicas da banda House of Bones, banda que ele e o irmão deram vida em janeiro de 2011 (clique aqui para mais informações).

Recebi o link e somente uma semana depois tive tempo de ouvir com a devida atenção as 3 músicas, que burrada! Perdi de ouvir por uma semana essas 3 maravilhosas músicas. Fui obrigado a compensar o tempo perdido ouvindo as novas músicas o dia inteiro.

Como havia sido convidado para um show da nova banda, achei que anunciariam o lançamento do CD, o que não aconteceu, pois ainda estão em fase de produção, mas me disseram que as novas músicas estão à venda em sites especializados da internet (Amazon), então já que podem ser compradas, podem ser avaliadas como se fossem um EP.

Nos sites que o Rodrigo me passou (Myspace, site do House of Bones e também no Amazon), as músicas estão dispostas em ordem alfabética, não sei se esta será a ordem das mesmas no CD, mas é a que usarei aqui.

Antes de começar a falar das músicas, farei um parênteses, para falar do investimento que a banda fez, fizeram questão de que as mixagens ocorressem no “The Hideout Recording Studio”, Las Vegas, Nevada, EUA, com o produtor Kevin Churko, que tem no currículo trabalhos com importantes artistas, tais como Ozzy Osbourne, Ringo Starr, Five Finger Death Punch, Shania Twain, dentre outros. Se isso não for acreditar em um futuro para o Heavy Metal nacional, não sei o que pode ser isso então!

Mas, vamos a elas, as estrelas desta resenha, as músicas, “Braille”, para este que vos escreve é a melhor música desta nova safra. Ela é baseada no filme “O livro de Eli”, aquele com o Denzel Washington e
Gary Oldman, entre outros. Esta é uma música marcada, pesada e com uma batida que não me sai da cabeça, mas ao mesmo tempo trás um clima de perseverança e esperança de que dias bons ainda estão por vir (será que para o Heavy Metal nacional?), e o refrão, que vem acompanhado de uma ponte maravilhosa que muda a cada pedaço da música, gruda na sua cabeça, duvido que ao escutar atentamente, você consiga tirar o refrão da cabeça:
“The inner light
It is so bright
Holding myself inside the fight
He will lead me west
Thy force will reign”

“First Blood”, essa deverá ser o carro chefe do CD,  a música de trabalho, ela é mais direta e pesada, até pelo fato de ser baseada no filme Rambo, que dispensa qualquer tipo de comentário, mas o refrão e a levada são tão grudentos que até um garoto de 5 anos sairá “cantando” sua melodia.

“MILF” trás a tona o lado mais humorístico da banda, mesmo que seja só um pouco, já que esta música é baseada no filme American Pie. Sei que muitos de vocês ao lerem o nome da música pensaram, assim como eu, que era baseada naqueles filmes marcados com “triplos x”, mas não é.

Como acontece em qualquer EP de qualquer banda, ele trás músicas variadas que mostram um apanhado geral do que o ouvinte encontrará no CD, aqui ocorre a mesma coisa, as três músicas apesar de serem baseadas em filmes, são bem distintas entre si, dando uma ideia geral de como será o CD. E como sempre o EP também tem a função de diminuir a ansiedade dos fãs em escutar material novo das bandas, então deliciem-se com estas três excelentes músicas enquanto o CD não vem. Eu sei que eu estou me deliciando. EP matador.



Ordem das faixas, encontrada no site oficial da banda:
Capa do EP como divulgada no Amazon.com

 


01 – Braille
02 – First Blood
03 – MILF








Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Anvil - The Story of Anvil


Sentado em meu sofá, tive a honra e o privilégio de assistir parte da história de Rob Reiner e Steve Kudlow, dois amigos de infância que em 1979 fundaram o Lips, banda que foi rebatizada para Anvil em 1981, em decorrência da assinatura do contrato com a Attic Records.

Após assistir a todo o conteúdo algumas vezes, inclusive os extras, me peguei pensando:  "Que sonho difícil de conquistar!" E o sonho que Rob e Lips perseguem há 33 anos é relativamente simples: "Viver de Heavy Metal!".

Digo relativamente pelo valor histórico do legado do Anvil, pois - hoje - possuem mais de 30 registros (entre Álbuns,Compilações, EPs e Singles), além do que foram influência declarada dos caras do Big 4 (menos do Dave Mustaine, que não teve ou tem influências - brincadeira!) e excursionaram ao lado de Scorpions, Whitesnake e Bon Jovi.

O que este honestíssimo documentário registra é que o "relativamente" complicou ou inviabilizou  as coisas. Os caras ganham suas vidas com empregos normais (para não dizer medíocres), vivem em casas simples e modestas, utilizam suas parcas economias e fazem empréstimos para lançar seus álbuns e no período de férias largam suas famílias para fazer shows. Se metendo em roubadas homéricas, sem jamais alcançarem o seu sonho de infância.

Mesmo assim os amigos inseparáveis estão lá, juntos! Sempre, perseguindo o sonho e levando o desejo de infância adiante.

Falo como fã doente e consumidor de Heavy Metal desde a década de 80, que é impossível assistir a este documentário sem chorar em certos momentos. A amizade e perseverança destes dois amigos é de tirar o chapéu.

Esse documentário, para mim, só perde para o "Beyond the Lighted Stage" do Rush.

Se você ainda não assistiu, recomendo!

Muito Obrigado

Abraço
Márcio Rebelo

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Maestrick – Unpuzzle

Quando fui para Bebedouro assistir ao show do House of Bones e do Hangar no dia 14 de janeiro de 2012, conheci Fabio Caldeira, vocalista e tecladista do Maestrick. Ele me deu um CD da banda para ser resenhado no blog, caso queira entre no site oficial da banda, há músicas para download por lá.

Então sem mais delongas vamos a ela. Confesso que quando me disseram que o CD tinha uma linha mais progressiva, a princípio fiquei com receio. A minha experiência com progressivo não é muito feliz, as bandas que ouvi experimentam, mas exageram na medida, o que torna o CD muito chato. Não é o caso deste CD.

Neste ponto me sinto na obrigação de dizer que se você é um radical que acha que só o Manowar é Heavy Metal, então passe bem longe deste CD, vou repetir para quem não entendeu na primeira lida, se você é um destes radicais de plantão, passe bem longe deste CD e nem precisa terminar de ler essa resenha, pois aqui vai ler sobre uma banda que inova (e muito) sem deixar de fazer um Heavy Metal de qualidade.

A dedicação ao trabalho fica evidente já na embalagem, a capinha do CD é trabalhadíssima e para quem se presta a apreciar o trabalho como um todo terá muita coisa para descobrir no encarte e na própria caixinha (Digipak) do CD.

Para iniciar a resenha aproveitei que pegaria um ônibus para o interior, então teria pelo menos uma hora sem interrupções para realmente ouvir o CD. Ainda bem que fiz isso.

Me parece que a marca do (ou "da" se preferir) Maestrick é a ousadia, em primeiro lugar fazem um som mais progressivo, e mesmo assim não é no sentido estrito da palavra, pois o Maestrick coloca elementos incomuns até para os grandes nomes do Rock/Metal progressivo e o mais maravilhoso de tudo isso é que não deixam de soar pesados, contrabalanceando perfeitamente o peso e o experimental.

Em segundo por gravarem uma música com as letras em português e tornarem-na a terceira faixa do CD.

Em terceiro lugar por terem chamado um brasileiro para produzir o CD, ninguém menos que Gustavo Carmo (caso não saiba quem é ele clique aqui).

Em quarto lugar por comporem, arranjarem, tocarem, gravarem e mixarem uma música de mais de 21 minutos, que ficou muito, muito, muito, mas muito mesmo, boa (só porque não posso escrever um palavrão).

Os vocais do Fabio Caldeira me lembram bastante os vocais do monstruoso Geddy Lee (vocalista do Rush) e os do também mostruoso James LaBrie (vocalista do Dream Theater), tomara que ambos entendam isso como um elogio, mas no caso do Fabio, há elementos brasileiros nas linhas vocais, inclusive pela terceira faixa “Pescador”, cantada toda em português.

Durante a audição no ônibus, eu reconheci a voz de um amigo, e quando fui olhar no encarte do CD lá estava, participação de Rodrigo Carmo (caso não saiba que é ele clique aqui) em diversas músicas, e escutando com mais atenção dá para identificar algumas passagens com os vocais dele.

Grande trabalho de todos os músicos, grandes arranjos e com muita originalidade trás muitas referências, que necessitam de atenção para serem entendidas, é muito provável até que, assim como eu, você ouvirá este CD várias vezes antes de captar todas elas.

Algumas das referências flertam muito com o clima de cabaret francês, outras com a bossa nova brasileira, como disse no início da resenha, ousadia por cima de ousadia, marca registrada da banda.

Em uma resenha aqui do blog eu disse que determinado CD era bom para se ter no carro caso andasse com uma galera que não curte Heavy Metal, pois é, jogue aquele CD fora e tenha este sempre à mão, assim pelo menos você e a sua galera ouvirão músicas de altíssima qualidade e ainda por cima originais e não meros covers.

Este CD é matador pela originalidade e ousadia da banda, foi lançado no final do ano de 2011 e foi mais um CD que ganhou o selo da Die Hard Records, que ultimamente vem arrebanhando inumeras bandas nacionais de extrema qualidade.

A banda é composta por, Fabio Caldeira (vocais, piano e teclado), Renato “Montanha” Somera (contrabaixos e guturais), Heitor Matos (bateria e percução), Danilo Augusto (guitarras) e Maurício Figueiredo (guitarras e vocais de apoio). A produção ficou a cargo de Gustavo Carmo.

As faixas deste CD são:

01 – H.U.C.
02 – Aquarela
03 – Pescador (cantada em português)
04 – Sir Kus
05 – Puzzler
06 – Disturbia
07 – Treasures of The World
08 – Radio Active
09 – SmileSnif
10 – Yellown of The Ebrium
11 – Lake of Emotions

Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

PS: Deixo abaixo um  vídeo que a banda fez para o lançamento do CD.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Resenha do show: House of Bones e Hangar - Bebedouro - 14/01/2012.

House of Bones 14/01/2012. Foto: Mauro B. Fonseca
Há muito tempo recebo convite dos irmãos Carmo, Rodrigo e Gustavo, para ir até Bebedouro assistir a um show deles em sua cidade natal, até o ano de 2010 era com o VersOver. Por desencontros de agenda, de compromissos familiares e outros empecilhos que nem me recordo mais, não foi possível que eu fosse assisti-los.

Neste ano como de costume fui convidado para ir assistir ao show deles, mas agora com a nova banda da dupla de irmãos, o House of Bones, nome inspirado no álbum “House of Bones” do VersOver. Este CD teve as letras baseadas na história de Adriano Villa, que posteriormente viria ser editada e que hoje conhecemos como “A Casa de Ossos” (clique aqui para saber mais).

Apenas para que quem nunca ouviu falar da banda House of Bones tenha uma pequena ideia sobre o que estamos falando, coloco abaixo a biografia da banda, retirada do site oficial.

A banda “House of Bones” foi formada em Janeiro de 2011 em Bebedouro, SP, Brasil, por Rodrigo Carmo, Gustavo Carmo (Versover) e Leandro Moreira (Bernadeaf). Na ocasião, os integrantes convidaram o renomado baterista Aquiles Priester para participar da gravação de suas primeiras músicas, assim como do show de lançamento.

Em Fevereiro de 2011 deram início às primeiras composições, e em Maio de 2011 às gravações, que ocorreram nos estúdio FX em São Paulo e AR-15 em Bebedouro, interior do estado de São Paulo.

As mixagens ocorreram nos meses de Novembro e Dezembro de 2011 no “The Hideout Recording Studio”, Las Vegas, Nevada, EUA, pelo produtor Kevin Churko, cujo currículo conta com importantes artistas, tais como Ozzy Osbourne, Ringo Starr, Five Finger Death Punch, Shania Twain, dentre outros.
House of Bones 14/01/2012. Foto: Mauro B. Fonseca

E apenas para responder a todos os que não estavam presentes ao show, sim o Aquiles Priester tocou com os caras. E se você não foi, só posso dizer que perdeu não só um, mas dois excelentes shows.

Para me prevenir de possíveis polêmicas me acusando de ser tendencioso para com essa banda, já vou assumindo logo de cara que sou fã de carteirinha do Rodrigo e do Gustavo Carmo, para mim eles tem um talento fora do comum e além de tudo se juntaram a outros três excelentes músicos, Aquiles Priester, que dispensa apresentações, Leandro Moreira baixista da banda Bernadeaf, e Fábio Caldeira, vocalista e tecladista da banda Maestrick, e também porque tomam o maior cuidado com tudo a que se refere a sua música, prezando sempre pela qualidade. Portanto essa resenha é a simples descrição das minhas observações e sensações no dia do show.

Dito isso, vamos ao que interessa os shows, a banda House of Bones abre a noite tocando “First Blood”, que muito provavelmente será o carro chefe do CD, música baseada no filme Rambo, e fazendo jus ao nome da banda, Rodrigo Carmo sobe ao palco com um pedestal de microfone feito de Metal e ossos (reais).

Tocam na sequência “Prologue” e “Thoughts of a Stranger” do VersOver, lançadas no segundo CD da Banda, que dá nome à banda – House of Bones.
Em seguida entra “Thrist”, a única música do VersOver que não faz parte do CD House of Bones, mas que tem uma pegada forte ao vivo.

Ao ouvir os primeiros acordes da próxima música meu cérebro é tomado por uma imensa vontade de sair pulando e batendo cabeça, porque é a “Touch the Walls”, que tem um refrão pegajoso e difícil de tirar da cabeça (ainda bem), e para mim é a melhor música deste CD do VersOver.

House of Bones 14/01/2012. Foto Mauro B. Fonseca

“Hold our hands
Together we walk beyond...
We'll be united, in the right and in the wrong
They will bring you to the other side
We will be always around”


Duvido alguém escutar esse refrão e não sair batendo cabeça, ou sair pulando.

Bela surpresa foi a “Sign of the Past”, que no CD tem a participação de Edu Falaschi, executada só com guitarra e voz, normalmente não gosto de músicas calminhas em shows, mas essa ficou excelente ao vivo.

Ao tocarem “Braille”, com a rotineira técnica e perfeição, me acabo de tanto bater cabeça e pular. Para mim, esta música que é baseada no filme "O Livro de Eli" é a melhor da nova safra.

“MILF”, música baseada no filme American Pie e não naqueles outros filmes que você pensou (é eu sei que você pensou), apresentam ao público a tríade completa das novas músicas.

Com a “House of Bones” e surpreendendo alguns fãs, “Dead Hour And Twelve Minutes More”, que ao vivo ficou matadora, encerram o set de músicas próprias, mas não o show.

Para finalizar o show tocam mais três covers muito conhecidos do público, "Symphony of Destruction" do Megadeth, "The Evil That Men Do" do Iron Maiden e "Enter Sandman" do Metallica para fechar com chave de ouro mais essa apresentação dos concisos e precisos irmãos Carmo, que contaram com as baquetas afiadíssimas de Aquiles Priester, o contra-baixo marcado de Leandro Moreira e os teclados do excelente Fábio Caldeira.

O tom da noite foi a diversão, no palco uma banda que estava se divertindo com o que estava fazendo, tocando para o seu público, os seus fãs, seus familiares, e os amigos. Nem mesmo um contratempo aqui e outro ali conseguiram tirar o sorriso da cara dos músicos que detonavam a cada nova música no palco, nem das caras dos fãs, que cantaram a plenos pulmões as músicas antigas (do VersOver) e também as músicas novas (do House of Bones).

Para fechar essa parte da postagem deixo abaixo o set list executado pela banda, e também o link para quem quiser ouvir as novas músicas da banda em seu site oficial ou no Myspace.


01 - First Blood (House of Bones)
House of Bones 14/01/2012. Foto Mauro B. Fonseca
02 - Prologue (VersOver)
03 - Thoughts of a Stranger (VersOver)
04 - Thirst (VersOver)
05 - Touch the Walls (VersOver)
06 - Signs of the Past (“acústica”) (VersOver)
07 - Braille (House of Bones)
08 - MILF (House of Bones)
09 - House of Bones (VersOver)
10 - Dead Hour And Twelve Minutes More (VersOver)
11 - Symphony of Destruction (Megadeth)
12 - The Evil that men do (Iron Maiden)
13 - Enter Sandman (Metallica)

Site e Myspace da banda House of Bones.

Após tocar 13 músicas, a banda House of Bones agradece ao público a presença e se retira do palco, gerando uma grande expectativa nos fãs o início do próximo show, o aguardado Hangar.
 

Assumo aqui também que não sou profundo conhecedor da banda, mas como já mencionei antes escrevo aqui as minhas impressões e sensações no dia do show.
Hangar 14/01/2012. Foto Mauro B. Fonseca
Novamente Aquiles Priester assume as baquetas para junto com o tecladista Fabio Laguna, o baixista Nando Mello, o Guitarrista Eduardo Martinez e o vocalista André Leite, realizarem mais uma execução perfeita da banda Hangar e levar ao delírio os fãs presentes, apresentando um set com uma mistura de músicas antigas e novas.

Como uma locomotiva a todo vapor, o show começa com “The Infallible Emperor”, seguida de “Hastiness” e “Your Skins and Bones”.

Desde a época das gravações do Hamlet, onde vi e ouvi o guitarrista Eduardo Martinez gravando as guitarras de "Hidden By Shadows", virei fã dos riffs e do timbre da guitarra dele.

No show não foi diferente, cada música que começa, leva a marca registrada do timbre da guitarra de Martinez, e o público delira batendo cabeça e canta uma a uma os maiores hits da banda.

Destaque para “To Tame a Land”, que eu nunca tinha ouvido com os vocais do André, sim eu sei que o CD novo tem uma versão acústica, mas é acústica, e no show foi na paulada, animal.

Seguida por “Inside Your Soul”, que também é uma das minhas preferidas, outra pedrada.

Hangar 14/01/2012. Foto Mauro B. Fonseca

Para finalizar o set de músicas próprias, “The Reason of Your Conviction”, outro petardo, mas novamente não termina o show, “Painkiller” do Judas Priest é o cover escolhido para enlouquecer ainda mais o público presente.

E, para quem acha que acabou, ainda não, as bandas tinham mais uma agradável surpresa para o público, tocam “Master of Puppets” do Metallica. Quando eu digo tocam, porque ambas as bandas sobem ao palco e detonam mais esse clássico para os presentes. Não entendi porque André Leite não cantou junto com os demais músicos, mas não importa, foi um imenso prazer assistir a mais esse show.

Para finalizar essa postagem deixo o set list do show do Hangar:

Hangar 14/01/2012. Foto Mauro B. Fonseca
01 - The Infallible Emperor
02 - Hastiness
03 - Your skin and bones
04 - Haunted by your ghosts
05 - Colorblind
06 - Some light to find my way
07 - Captivity
08 - To tame a land
09 - Inside your soul
10 - One more chance
11 - Time to forget
12 - Dreaming of black waves
13 - Call me in the name of death
14 - Forgive the pain
15 - Intro + The Reason of Your Conviction
16 - Painkiller
17 - Master of Puppets

Hangar e House of Bones 14/01/2012. Foto Mauro B. Fonseca


Site oficial da banda Hangar.



Só para deixar quem não foi com mais vontade de ir nos próximos, após cada show, as bandas circularam entre o público dando autógrafos e tirando fotografias, sendo que ao final do evento, ficaram um tempo grande conversando com os fãs. Quem sabe assim você se anima de ir no próximo evento.

Divirtam-se
Mauro B. Fonseca

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

White Lion - Return Of The Pride

Primeiramente, é bom lembrar que a última vez que o White Lion lançou um disco de estúdio foi em 1991. Ou seja, outros tempos, outra era, 16 anos! Confesso que é difícil resenhar um CD desta banda tendo como referência álbuns como Pride, Big Game e Mane Atraction. Mais difícil ainda sabendo que Mike Tramp é o único membro da formação original e reformulou toda a banda trazendo ainda um quinto elemento, um tecladista.

O White Lion do passado tinha uma pegada, uma sonoridade específica. Vito Bratta era um guitarrista magnífico que conseguiu imprimir ao White Lion um som próprio, aliado à voz de Tramp. No entanto, como os tempos são outros, não espere uma sonoridade lapidada, limpa e cristalina como aquela de outrora. Aqui o som é mais orgânico, cru.

Começando pelo nome do CD, Return of the Pride ou Retorno do Orgulho, em Português já faz você se perguntar. Que orgulho? O orgulho da banda ou o orgulho do ábum Pride? Um pouco de ambos seria a resposta uma vez que muitos elementos neste registro te levam de volta ao som da banda na década de 80 e ao mesmo tempo acrescenta ingredientes novos.

O CD começa com Sangre de Cristo com seus quase 9 minutos de duração, seguindo na linha de Lights and Thunder. É uma boa música, não tão bombástica quanto a abertura de Mane Atraction, mas convence, com passagens calmas e harmônicas. Na seqüência vem Dream, mais cadenciada quase uma balada e com um belo refrão. Nesta música já dá para notar os teclados mais evidentes neste novo White Lion. O Cd segue com Live Your Life uma boa música, mas meio deslocada e que caberia muito melhor em um dos trabalhos solos de Mike. A próxima é Set Me Free, que começa no melhor estilo de Lady of the Valley e segue com a guitarra “chiando”. I Will é um puta som, mais cadenciada e que segue com uma linha grudenda de teclado do começo ao fim.The Battle of Little Big Horn é outra “épica” com mais de 7 minutos. Never Let You Go, começa com um pianinho e é a balada do álbum. Dispensa comentários. A próxima é Gonna Do it My Way outra boa, com a guitarrinha “chiando” novamente (você vai me entender quando ouvir). Finally See the Light é outro belo som de refrão forte, típico da banda com o teclado dando o suporte novamente. Lembra de longe Farewell to You. O disco fecha com Let Me Be, com um trabalho interessante de guitarra.

Enfim, este disco, lançado em 2008, não traz o glamour dos anos 80/90, mas não decepciona. Na versão americana, o CD traz 2 bônus, Wait e When The Children Cry ao vivo. A última é interessante, pois apresenta um arranjo de piano e bateria. A versão européia apresenta uma faixa inédita, Take Me Home. Item honesto, ouça!!

Segue a relação de músicas:
01 - Sangre de Cristo
02 - Dream
03 - Live your life
04 - Set me free
05 - I will
06 - Battle at little big horn
07 - Never let you go
08 - Gonna do it my way
09 - Finally see the light
10 - Let me be me
11 - Take me home (bônus versão europeia)

Marcelo Mazzari

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Rebel Meets Rebel - Rebel Meets Rebel


Definitivamente não é um CD convencional. Isso fica claro na introdução da primeira faixa, "Nothin’ To Loose", onde uma máquina caça-níqueis é acionada algumas vezes, moedas caem, pessoas comemoram, os primeiros riffs de guitarra surgem e ao fundo ouvimos uma donzela gemendo em pleno coito (cacem o clip nesses sites específicos, vale à pena!).

Você que nunca ouviu falar desta banda deve estar se perguntando o que tem de diferente, pois bandas que tem como temática o sexo existem aos montes. A diferença é o que vem depois da introdução, seu nome é David Allan Coe. Esse cara é um cantor country de 69 anos, que apesar de toda sua história (mais de 50 singles, 40 álbuns, 40 compilações e 6 livros lançados), não tem nada de tiozinho. O cara é todo tatuado, dono de uma voz e uma atitude de dar inveja a muito moleque que se diz Metal!

A mistura dessa Alma country com o Pantera faz um som completamente inovador, sem imagem ou rótulo associado (talvez os “especialistas” definam como Country Metal!). Dimebag Darrel, Rex Brown,  Vinnie Paul e David Allan Coe, fazem um Rock’n Roll sulista, potente, pesado, com traços de Pantera (o timbre da guitarra do Dimebag é inconfundível) e uma voz totalmente country. CD Matador, recomendo!

As faixas são:

01 - Nothin' to Loose
02 - Rebel Meets Rebel
03 - Cowboys Do More Dope
04 - Panfilo – faixa instrumental e acústica… Maravilhosa!
05 - Heart Worn Highway
06 - One Nite Stands
07 - Arizona Rivers
08 - Get Outta My Life
09 - Cherokee Cry
10 - Time
11 - No Compromise
12 - N.Y.C. Streets

Abraço
Márcio Rebelo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Great White - Can´t Get There From Here


Esta é uma banda que a maioria das pessoas que gostam de rock já deve ter pelo menos ouvido falar, mas apenas uma minoria deve ter dedicado parte de seu tempo para escutar algo destes americanos.

Isto pode ser pelo fato da banda ter "estourado" na época das hair bands -  famigerado apelido que designa as bandas de hard rock do anos 80/90. Com tanta banda com laquê e purpurina, ficava difícil ouvir a todas. Estourado, entre aspas, pois eles nunca ficaram muito tempo no mainstream, apesar de terem ganhado um Grammyzinho lá pelo final dos anos 80. Ficaram mais conhecidos pela morte de um dos guitarristas em um incêndio do que pela musica em si.

Mas vamos ao que interessa e o objeto de minha análise é este CD de 1999, último de inéditas antes do mais recente e bem aclamado, Back to The Rhythm.

Uma coisa que me atrai nas bandas de rock é a identidade. Você já passou por aquele momento "Blind Ear" quando não lembra ou nunca escutou determinada faixa de um CD, mas assim que o escuta, seja pelo riff, pela cozinha ou pelo vocal, você mata na hora que banda é? Pois é. Este é um dos atributos desta banda (para quem conhece, logicamente), mantendo uma sonoridade peculiar desde os seus primórdios, tanto pelas guitarras de Mark Kendall e Michael Lardie ou pelos vocais inconfundíveis de Jack Russell.

O CD é muito bem produzido, por Jack Blades, que também assina grande parte das 12 faixas, que abre com o rockaço Rollin´Stoned, segue com a mais cadenciada Ain´t no Shame e chega na balada semi-acústica Silent Night, tudo isso guiado por riffs simples, mas marcantes, guitarras contagiantes e solos facilmente digeríveis. Este mantém a homogeneidade com rocks certeiros, semi-baladas, além da porrada (para os padrões da banda, é claro) Gone to the Dogs. Também tem uma no melhor estilo violãozinho, para aqueles momentos de choro, In the Tradition.

Este, na minha opinião, é um daqueles CD’s injustiçados, que passou batido pelo tempo, com apenas poucos sortudos - como eu - tendo a sorte de decifrá-lo. Item honesto.

Segue a lista das músicas:

01 - Rollin' Stoned
02 - Ain't No Shame
03 - Silent Night
04 - Saint Lorraine
05 - In the Tradition
06 - Freedom Song
07 - Gone to the Dogs
08 - Wooden Jesus
09 - Sister Mary
10 - Loveless Age
11 - Psychedelic Hurricane
12 - Hey Mister
13 - The Good Die Young (bonus track on Japanese version)
Marcelo Mazzari